Análise: 3%

21/06/2019 19:57
   

Kapoownautas do meu Brasil varonil, vamos analisar a série 3%, que lançou sua 3ª temporada agora em junho!

A primeira produção tupiniquim original da Netflix e a segunda produzida na América Latina apresenta um mundo pós-apocalíptico, a la Mad Max. Apesar do aparente baixo custo, sem muitos efeitos especiais, confesso que me surpreendi com a trama e gostei bastante. Uma excelente sacada, além dos clichês deste tema, e que supera até algumas atuações “estilo Malhação”, próprias de nosso universo televisivo carnavalesco. Brincamos com a percepção do sobre certo ou/e errado, bem como a imagem da mudança repentina da população, como uma grande massa de manobra. Para pensar como nossa humanidade estará sempre vulnerável ao discurso dos salvadores da pátria amada (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência e fruto da fértil mente deste que lhes escreve).

A maior parte da população vive na miséria do Continente, onde faltam todos os recursos para uma sobrevivência digna. Claro que existem os revolucionários, nesta série: “A Causa”, que sonham com uma sociedade alternativa e quer derrubar os poderosos.
Porque 3%? Quando completa 20 anos de idade, todo cidadão tem direito de participar de um processo seletivo que testa os limites dos jovens com provas pesadas de dilemas morais, imorais, físicas e psicológicas, e apenas esta porcentagem é aprovada para o Maralto – se você imaginou aquele lugar paradisíaco, onde tudo é abundante, acertou!

Nesta última temporada, Michele (Bianca Comparato) funda a Concha, uma alternativa ao Maralto e ao Continente. Como uma grande comunidade, neste local todos são bem-vindos e o trabalho em conjunto visa o bem comum, a utopia inicial. Mas, este ideal é rompido com uma calamidade, e os moradores voltam a apelar para um processo seletivo interno.
Jogos Vorazes da caatinga, Lost sul-americano, se você gosta de ficção e futurismo, acompanhe esta saga disponível no serviço de streaming.

3%

Disponível: Netflix
País de origem: Brasil
Gênero: Ficção Científica
Nota: 8/10
Wagner Botelho
Sobre o autor
- é formado em filosofia (sim, isso mesmo! rs), divide sua paixão entre as séries, filmes, games e família. Estudioso sobre as religiões e as juventudes, gosta de conversar, interpretar e (re)significar a religiosidade em suas diferentes manifestações, linguagens e paisagens presentes nas culturas e nas sociedades.