Análise: Call of Duty Black Ops Cold War

Call of Duty: Black Ops Cold War se passa durante a Guerra Fria, mais precisamente nos anos 1980, com Ronald Reagan já na presidência. Se o período não estava em seu auge, sem dúvida era o momento onde guerra da propaganda e provocações estavam com grande evidência, apesar de não muito longe de seu final.

 

Campanha e Jogabilidade

Continuação de do primeiro Black Ops, comandamos Bell, personagem que podemos customizar em temperamento, nacionalidade e grupo que faz parte. O game traz 2 outros nomes do game anterior, Woods e Mason.

 

Reagan nos concede a missão de perseguir Perseus, espião interessado em tecnologia nuclear americana durante a Segunda Guerra Mundial e louco por transformar seus atos em responsabilidade estadunidense.

 

Se você já está acostumado com Black Ops ou demais COD, não terá muitas dificuldades em Cold War, os controles são idênticos, porém com uma velocidade mais frenética em certas fases.

 

Call of Duty: Black Ops Cold War Review – But Why Tho?

 

É possível seguir caminhos distintos através do diálogo, além que algumas reviravoltas bem interessantes. Com momentos de ações desenfreadas onde em muitos momentos nem vemos de onde vem os tiros (isso chega a incomodar bastante. Kkk). Há também situações de furtividade, porém poucas, e faltam respiros para dar uma pausada no tiroteio.

 

Para falar que não temos pausas interessantes, algo que chama muito a atenção é poder jogar jogos antigos, do saudoso Atari, da Activision, em fliperamas da época, encontrados na campanha. Pitfall e Enduro estão entre os games jogáveis, além de outros. Basta de aproximar da máquina e matar a saudade (se algum dia chegou a jogar, é claro!).

 

Call of Duty: Cold War | Redlight, Greenlight - Story Campaign Mission Walkthrough | Black Ops Cold

 

COD Cold War se mostra um longa-metragem competente, empolgante, principalmente em fases no Vietnã, onde claramente vemos como um game do Rambo poderia ser feito. É impossível não lembrar de cenas clássicas do segundo filme do herói em 1985, ainda mais com o arco e flecha.

 

 

 

Falando em herói, infelizmente, ao contrário do personagem vivido por Stallone no cinema, em Cold War não conseguimos nos cativar muito com Bell, nos importando pouco se em uma fase será ele ou qualquer outro envolvido no game.

 

Apesar de competente e empolgante em sua história, o game continua com o seu principal problema. Assim como vimos em WWII, nos vislumbramos com lindos gráficos (a versão de Reagen é impressionante) e divertimos com as opções de fases e armas. Porém a trama, algo que mais buscamos ao adquirir um jogo (ao menos no meu caso), é extremamente curta. Particularmente conseguimos terminar o game em pouco mais de 4 dias jogando apenas 2 horas diárias. Uma pena e faz realmente repensar se a aquisição, aos valores trabalhados hoje no mercado, vale o investimento, mesmo se for fã do gênero.

 

 

 

Multiplayer

Como um bom FPS atual, Cold War tem entre seus carros chefes o Multiplayer e com alguns modos que farão com que a jogatina não se restrinja a trama principal.

 

Combined Arms, que traz partidas de até 12 contra 12 em mapas maiores com veículos, tornando a diversão ainda mais empolgante. Ainda conta com o Team Deathmatch ou Domination.

 

Black Ops Cold War Gameplay | GGRecon

 

Claro que também é possível contar com o Warzone integrado, o battle royale free to play de Call of Duty.

 

Não poderia faltar o modo Zombies – Onde o objetivo é derrotar zumbis aos montes, e realmente não acabam nunca.

 

CALL OF DUTY BLACK OPS COLD WAR Zombies Gameplay Walkthrough No Commentary (XBOX SERIES X) - YouTube

 

 

Em forma de arena, ficamos um local restrito derrotando os mortos vivos em um show de sangre e desmembramentos, algo que não acontece no modo Campanha, onde vemos pouquíssimo sinais de violência extrema.

Conclusão

Cold War é, assim como WWII um excelente FPS, com gráficos incríveis, uma ação alucinante (por vezes até demais) e com uma trama cinematográfica muito boa.

Mas continua com os mesmos problemas, com uma história extremamente curta e personagens pouco carismáticos. E que, apesar dos modos multiplayers variados, faz o consumidor pensar se o investimento vale a pena com tão pouco tempo de jogo.

Com cenários e personagens icônicos da história, faltou apenas o Rambo em cena, o que acredito possa acender uma luz Activision para um possível crossover, que seria incrível.

 

Call of Duty Cold War

Data de Lançamento: 13/11/2020
Nota: 8
Desenvolvedor:   Treyarch, Raven Software, Beenox
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5, Xbox Series X, Microsoft Windows

 

 

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Análise: Call of Duty Black Ops Cold War

Fábio Silvestrini
Sobre o autor
- Italo-hispânico com personalidade mais puxada para a segunda, Silvestre é formado em propaganda e marketing, mas viveu boa parte de sua vida curtindo games em terceira pessoa, futebol e estrelados por personagens famosos dos cinemas e dos HQs. Dos quadrinhos, aliás, nasceu outra de suas paixões, o desenho. Logo, não se espante caso algum review do cara venha acompanhado por alguma ilustra bacana.