Análise: Hunt: Showdown

27/06/2019 08:18
   

A análise faz parte do projeto e parceria Kapoow! & Game Lab ESPM

 

Um novo tipo de FPS em tempos de Battle Royale

Hunt: Showdown é um jogo que se difere bastante dos outros de sua categoria, o FPS – First Person Shooter. Apesar de pequenas semelhanças com alguns Battle Royales, ele traz uma proposta inovadora e bem diferente do que já acompanhamos no mercado recentemente. Então afinal, o que o torna um jogo tão diferente dos outros de sua categoria?

A atmosfera em que se ambienta o jogo, é a resposta. O jogo se passa na época do Velho Oeste – século XIX, na Louisiana, e é uma mistura de FPS com Terror e Sobrevivência, portanto é muito importante racionar recursos. O desafio é basicamente entrar em uma partida, matar o “chefe”, coletar a sua recompensa e se dirigir ao ponto de extração. Porém, não é tão simples assim, ao entrar em uma missão, você pode se deparar com outras 4 duplas de caçadores, além de você e seu parceiro, que tem o mesmo objetivo e farão de tudo para impedi-lo. Além disso, existem os monstros do ambiente, cada um com uma habilidade e fraqueza diferentes, não o bastante, ainda há a aleatoriedade do “tempo/clima” da partida, que pode ser durante: a noite/manhã/tarde, com ou sem neblina.

 

 

 

 

A dificuldade não para por aí, é preciso saber quando ser furtivo e não espantar os animais do mapa, pois eles denunciam com sons e visão a localização do jogador, que é fundamental para evitar conflitos com outros caçadores. Mirar também é uma dificuldade, cada arma possui uma mira diferente, e você deve se acostumar com ela, podendo variar entre mira simples (combates a curta e média distância) e com luneta (longa distância). É importante salientar que existem dois tipos de mira, uma mais precisa, com a mira da arma e a outra imprecisa, chamada de “rip fire”, que determina uma área na tela que seu tiro pode acertar. Fora e dentro da partida, a dificuldade se estende. Cada jogador tem uma conta, uma “trilha de sangue”, que evoluí “ranks” a cada partida jogada, e libera novos conteúdos quase todo novo nível alcançado, quando a conta atinge o “rank” 100, o jogador ganha 1 nível de prestígio e sua conta é reiniciada do rank 1 (sim, ele perde tudo que obtinha e volta do zero). Vencendo ou perdendo, a experiência é contada para cada caçador abatido, cada criatura morta, cada pista coletada e se você mata ou encontra o(s) chefe(s) da missão (Sim, pode ser mais de um). Contudo, caso o jogador perca a partida, ele perde o caçador e a experiência conquistada na partida é reduzida pela metade. Por fim, a dificuldade aumenta caso o jogador opte por entrar em uma partida sem parceiro, contra as 4 possíveis duplas, se não for uma partida “Quick Play” (modo de jogo solo).

 

 

 

 

O jogador ainda deve racionar recursos (munição, cura e itens utilizáveis) dentro do jogo e administrar seu dinheiro e caçadores fora do jogo, pois cada item, (recrutar novo) caçador e habilidades deles, custam dinheiro ou pontos de experiência, respectivamente. Não o bastante é preciso fazer uso de técnicas furtivas, como andar agachado, pois faz menos barulho em um mundo totalmente hostil que cada som pode ser o último. Um jogo basicamente de mira ao alvo, que o jogador deve se adequar as miras de cada arma e testá-las, para ver qual se adequa melhor a ele. Lançar objetos também é uma mecânica importante para se defender ou atacar, até mesmo para distrair inimigos. Existem até 3 categorias de caçadores: fazendeiros (1), bandidos e soldados da guerra civil (2) e caçadores de recompensas (3) – O que varia entre eles? Habilidades, armas e itens iniciais, ou seja, a medida que a categoria aumenta, melhor é o caçador. Quando um caçador atinge nível 25 ele pode ser “aposentado”, ou seja, troca-se ele por experiência para evoluir a conta.

 

 

 

 

A única forma do jogador quebrar as regras do jogo é caso ele faça uso de “Hack’s”, como AimBot – mira automática, Map Hack – localizador de jogadores, entre outros. Cada jogador adota uma estratégia para jogar, de acordo com suas expectativas e vontades no jogo. Existem vários tipos de jogadores, um famoso é o assassino, que vai em busca do conflito com outros jogadores para matá-los. O explorador, procura explorar a missão como um todo, indo em busca dos objetivos. Há também o jogador “camper” que monta uma armadilha e espera outro jogador aparecer para eliminá-lo. Cada jogador escolhe uma estratégia, alguns gostam de ir direto pegar as pistas para encontrar o chefe mais rápido e matar ele, outros preferem eliminar todos os jogadores da partida antes, para depois então buscar a recompensa com o(s) chefe(s).

 

 

 

 

Por ser um jogo difícil, porque o jogador deve assimilar muitas informações, para não desmotivar jogadores iniciantes, Hunt: Showdown possui um sistema de “matchmaking”, ou seja, um método de parear jogadores segundo seu nível de prestígio (nível da conta) e sua cadência de assassinatos/mortes (K/D – “Kills & Deaths”). Além de outros artifícios, por exemplo, oferecer um caçador de graça, caso o jogador não tenha dinheiro para comprar um.

O progresso do jogo está ligado ao seu desenvolvimento dentro do jogo e qualidade de suas partidas, principalmente ao sucesso de entrar em uma missão e extrair dela com sua dupla viva, vários combates vencidos e com a(s) recompensa(s) coletadas, isso consequentemente lhe oferece prazer, pois irá evoluir a sua trilha de sangue, seu nível de K/D, desenvolver: memória (regiões do mapa e suas arquiteturas), atividades e coordenação motora, e quadros e relações sociais. Por fim, também há a satisfação de conseguir administrar/racionar bem o dinheiro do jogo, os caçadores e itens da conta.

Hunt: Showdown ainda é um jogo em beta, com seu lançamento previsto para o segundo semestre de 2019, entretanto, já é um jogo fazendo sucesso no Brasil e no mundo, que está sendo divulgado principalmente pelas plataformas de live-streams, que traz uma nova proposta ao gênero FPS e uma mistura com o gênero Terror/ Sobrevivência no Velho Oeste. Por trás de uma famosa companhia de games a Crytek, o jogo já possui relevante sucesso, mesmo que não tenha sido lançado, pois inova na categoria e apresenta uma proposta diferente da que vemos com frequência no mercado de hoje.

 

 

Hunt: Showdown

Lançamento: segundo semestre 2019 (completo)
Desenvolvedora: Crytek
Paltaformas: PS4/ Xbox One/ PC
Nota: 9.5/10

 

 

Sobre o Autor: Thales J.I. Carnevalli, aluno de graduação da ESPM no curso de Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda, do 5º semestre, trabalha na área de Marketing Digital – Monitoramento de Redes Sociais e nos tempos livres é um jogador de jogos eletrônicos, desde 1995, de PC e consoles.

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