Análise: INSIDE

01/11/2019 07:49
   

As análises fazem parte do projeto e parceria Kapoow! & Game Lab ESPM

 

Em 2010, o estúdio Playdead ganhou destaque ao produzir e distribuir o jogo Limbo, que foi aclamado pela crítica e que ganhou diversos prêmios incluindo de Melhor Jogo Independente dado pelo The Game Awards, na época conhecido como Spike Video Awards.

 

 

LIMBO: Premiado game da Playdead

 

 

6 anos depois, a Playdead voltou com mais um jogo para o seu cardápio chamado Inside, disponível para Xbox ONE, PlayStation 4, Nintendo Switch, IOS e Windows, garantindo para o estúdio, mais uma vez, a premiação de Melhor Jogo Independente pelo The Game Awards além de entrar para a lista dos 100 Melhores Jogos de Todos os Tempos, ficando na posição de número 85.

 

O jogo chamou atenção pela sua simplicidade, tanto no quesito gameplay quando em sua estética que apesar de simples não deixa de ter gráficos detalhados e com uma fotografia macabra e escura causando tensão ao jogador, que rendeu também o prêmio de Melhor Direção de Arte dado pela mesma premiação concorrendo com grandes nomes como Overwatch(eleito Jogo do Ano na mesma noite) e Uncharted 4.

 

É um jogo em terceira pessoa e exclusivamente em single-player tendo como objetivo escapar de uma Organização que está atrás do personagem por motivos incertos e cabe ao jogador juntar as peças e os indícios para entender a história e chegar em uma conclusão. O jogo trás uma certa nostalgia por ser em plataforma mas trazendo o 3D para dar maior detalhamento e profundidade ao cenário que possui alguns objetos que você pode interagir podendo arrastá-los, pular em cima, quebrá-los e derrubá-los, alguns com a finalidade de resolver puzzles outros simplesmente para dar continuidade a missão. Além disso o seu personagem pode realizar movimentos básicos como andar, correr, pular, nadar, se arrastar e escalar, não há botões de ataque e o personagem não aprende nenhuma skill.

 

 

 

 

Como dito acima, o jogo é muito simples e talvez pelo conceito “menos é mais” que o fez entrar na lista, o jogo não possui nenhum tipo de colecionável que quantifique e qualifique o jogador e nem tanto que te ajude a entender a história, é uma jornada puramente linear, sem cutscenes ou falas deixando totalmente em aberto para o jogador o final, que possuem 2, o original e um alternativo, abrindo espaços para teorias sendo a principal que seja uma sequência ou que se passe no mesmo Universo que Limbo, por conta de alguns elementos semelhantes e, principalmente a larva de controle mental que nos deparamos durante a gameplay de ambos os jogos.

 

 

 

 

A gameplay gira em torno de 2 a 3 horas, podendo encurtar a partir do momento que você vai avançando e adquirindo experiência de jogo, ele não te desafia tanto fazendo com que o resultado seja puramente experiencial.

 

No geral e tendo em vista os elementos citados durante a análise, é possível inferir que o jogo é realmente muito bom e que merece estar na lista, apresenta conceitos nostálgicos mesclados com conceitos atuais trazendo uma beleza única pro jogo. É bem divertido de jogar e por não te desafiar tanto ele consegue agradar tanto jogadores iniciantes que não acostumados com esse estilo de jogo, tanto jogadores de longa data que buscam uma experiência diferente do que as apresentadas normalmente pelos grandes nomes da indústria. Particularmente gostei bastante do jogo, e a experiência de me fazer pensar e criar a minha própria narrativa foi o que acabou fazendo me interessar a evoluir no jogo e continuar jogando.

 

 

Inside

Lançamento inicial: 2016
Desenvolvedora: Playdead
Plataformas: PlayStation 4, Microsoft Windows, Nintendo Switch, Xbox One, iOS
Nota: 9/10

 

 

Sobre os Autores:

MATHEUS SOUSA TEIXEIRA DE SIQUEIRA

Matheus Siqueira, tem 24 anos e, atualmente, estuda no sexto semestre de Publicidade e Propaganda da ESPM, na trilha de planejamento. Em 2018 participou do Centro Acadêmico da faculdade como Diretor de Eventos, uma gestão anual, e após essa fase estagiou de maio de 2019 até outubro do mesmo ano em uma fintech em investimentos em ativos digitais chamada Flow.in na área comercial e de marketing.

Desde criança é apaixonado por filmes, séries, quadrinhos e jogos, gosto que permaneceu até os dias atuais, sendo um fator decisivo para a escolha do curso e tem como objetivo trabalhar com entretenimento.

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Sobre o autor
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