Análise: Jump Force

27/06/2019 07:56
   

A análise faz parte do projeto e parceria Kapoow! & Game Lab ESPM

 

Jump Force chega ao mercado com o objetivo de unir heróis dos mundos dos animes com humanos normais, conta com o modo história onde todos interagem entre si com o objetivo de derrotar o vilão Kane, e impedi-lo de capturar os cubos umbras.

 

O jogo se inicia no lobby, a base umbra, que também é o menu do jogo, é bem estruturado e detalhado. Durante o modo história o território que pode ser explorado pelo jogador também não deixa a desejar, estando na terra em modo de combate o cenário é amplo e possui uma vasta área em que o jogador pode atuar, comparando com outros games de luta anime.

 

 

 

 

O jogo tem alguns modos: História, combate online e offline.

 

De forma geral a jogabilidade é bem pensada, visto que os personagens possuem habilidades e modos de combates muito distintos, e não seria nada fácil fazer esses personagens se enfrentarem, mas isso foi feito muito bem. Tanto no modo história como nos modos de combate on e offline, a jogabilidade é bem dinâmica e justa, o que a princípio parece ser um modo de combate desordenado e sem lógica, revela estratégias de combates inteligentes e complexas fazendo com que o jogador tenha que praticar repetidamente alguns golpes e combos para se aperfeiçoar no combate.

 

O jogo segue uma lógica linear, onde se derrotam vilões dos universos animes, e por fim o vilão principal, Kane.

 

Apesar de possuir recursos de luta interessantes e personagens icônicos, o jogo obteve a nota 4.2 (de 10) no Metacritic. Como isso é possível?

 

 

 

 

O principal motivo de Jump Force não ter alcançado seus objetivos em termos de satisfação do público, foi a expectativa criada em cima de unir seus heróis favoritos dos animes em um universo só, vendo eles interagirem entre si e com o próprio avatar do jogador.

 

Em jogos de luta, a prioridade a ser trabalhada é a agência, mas esse game usou bastante a história, mesmo involuntariamente, por usar heróis e vilões famosos e com história popular. O fato de trabalhar com a história e envolver um avatar próprio para o jogador pode ter feito um jogo com um grande potencial se tornar uma decepção para os jogadores, visto que esses preferem apenas os combates no jogo segundo comentários na Steam 

 

O problema percebido é principalmente a interação, o “líder” dos heróis é um personagem desconhecido, introduzido apenas no game, o que já soa estranho, visto que todos os outros personagens já possuem história pré-definida e muito bem conhecida. O mesmo acontece com o vilão principal, é um personagem nunca antes visto, sendo que seria esperado o uso de vilões dos animes de forma preferencial.

 

 

 

 

Outro ponto não visto com tanto carinho pelos jogadores foi o uso do próprio avatar.

 

A história é a de um humano que absorveu um dos cubos umbras e adquiriu poderes como os dos heróis, a criação do personagem é interessante, onde se escolhe suas habilidades, seu visual e seu estilo de combate.

 

 

 

O problema é a interação dele com os outros personagens, apesar do jogador escolher as características físicas e forma de combate preferível por ele, o avatar não possui personalidade. As atitudes e decisões do personagem são tomadas com base em ordens dos outros personagens, o avatar não possui nenhuma fala, só se comunica se movimentando, ou seja, o personagem é extremamente oco, desinteressante. Em um universo com dezenas de personagens empolgantes e famosos, é meio decepcionante controlar alguém sem personalidade.

 

Concluindo, Jump Force era tudo que os fãs de animes queriam, e essa expectativa foi o que os decepcionou.

 

 

Jump Force

Lançamento: 15/02/2019
Desenvolvedora: Spike Chunsoft
Paltaformas: PS4/ Xbox One/ PC
Nota: 6/10

 

 

Sobre o Autor: Gustavo Lelis, estudante de comunicação social na ESPM e estagiário de marketing, vê na análise de jogos, uma oportunidade de unir lazer e conteúdo. Jogador desde o primeiro Playstation, dedica horas e horas aos jogos, principalmente os do gênero ação e aventura.

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