Análise: West of Dead

Alcance  a redenção pelos seus pecados em “West of Dead”

 

Experiência literalmente assustadora ao jogar West of Dead pela primeira vez. Um jogo que se passa em uma estrutura modesta, com visão alta de um labirinto muito sombrio, onde uma Caveira armada com uma pistola, inicia sua jornada sempre à partir de um bar numa espécie de purgatório no estilo velho oeste.

 

Por mais que você se esforce passando todas as fazes ( e eu ainda não sai da terceira) a morte te envia novamente ao mesmo ponto de partida.

 

Ai começa novamente pegando duas armas no primeiro nível, passando por labirintos, criptas, catacumbas num plano inferior espiritualmente falando. Acho que esse foi o tom de realidade que o criador do jogo quis imprimir, até porque se fala em pagar pecados para desbloquear armas e recursos.

 

 

 

Após duas esquinas começa o tiroteio e ai já me encontrei em apuros pois a mira é um pouco limitada incialmente, mas depois peguei o jeito. Estou com um rifle cano duplo agora e preciso dar um tempo após alguns tiros para recarregar, mas saqueando alguns feitiços em baús posso por exemplo, reduzir pela metade o tempo de recarga e também recuperar um pouco de vida. Dica boa é: após tomar um tiro procure logo um abrigo para se recuperar e não ser morto (outra vez kkk).

 

 

O que me impressionou muito e aí vai meu relato de satisfação, foi a trilha sonora. Muito boa, western hip-hop bem produzido, guitarra com timbre fantástico que te envolve na atmosfera do game e da aquele ar de tensão do tipo: Agora é matar ou Morrer”.

 

A intensidade do som e da melodia do game se acentua quando chega a hora de trocar tiros com o próximo oponente.

 

Os controles são bem versáteis e tem uma resposta excelente aos comandos. É importante que um jogo como esse, onde você perde tudo e volta do zero quando morre, tenha um preço justo e diversão garantida.

 

 

Há um pouco de sofrimento no avançar das fases mas é sempre uma luta/tiroteio justo e sempre fico com aquela sensação de querer tentar novamente pois vi uma brecha e uma possibilidade de êxito em determinada parte da jornada.

 

De um modo geral, o game ainda precisa de alguns ajustes talvez em iluminação, achei tudo muito sépia demais apesar de ser um velho oeste com ar de zoombie e mais temas musicais nas outras fases e não o mesmo em todas elas.

 

Gostei muito, recomendo e sigo jogando, vamos ver como ele finaliza !!!

 

West of Dead

Data de Lançamento: 2020
Nota: 8,7/10
Estúdio: Raw Fury
Desenvolvedor:  Upstream Arcade

Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Mac OS

 

Análise: West of Dead

Jamal Beatmaker
Sobre o autor
- Fabricado na Bahia e exportado ainda na barriga da sua mãe para São Paulo. Ele é Rapper, DJ, Produtor Audiovisual e Analista de Tecnologia Educacional e graduando pela Universidade Estácio de Sá na área de tecnologia. Fascinado pelo Mundo Digital, Música e Cultura Geek, Jamal é um entusiasta no mundo dos games e prefere jogos FPS e jogos Retrô.